ETE – MANDEMBO (Estação de Tratamento de Esgoto do Córrego Mandembo)

Com o intuito de garantir e melhorar a coleta e o tratamento do esgoto da cidade, o Saaeb inaugurou em maio de 2003 a ETE-MANDEMBO.

O processo de tratamento é de lagoas de estabilização, constituído de uma lagoa anaeróbica, duas lagoas facultativas, um tanque de desinfecção, grade, caixas de areia, e escada de aeração. O grau de eficiência de remoção de carga orgânica mediada em BDO é superior a 80%

Os esgotos são transportados para a estação através de um sistema de esgotamento constituído por interceptores, sifões, travessias, emissários e estação elevatória, totalizando 6 km de extensão com diâmetros variando de 0,30 m a 0,40 m.

A estação está localizada a cerca de 500 m da margem direita do Córrego Mandembo afluente do Córrego Bebedouro, em uma área distante cerca de 4 km do perímetro urbano. A área beneficiada com a implantação da ETE abriga cerca de 30% da população urbana de Bebedouro. A população atual dessa área é estimada em 23.500 habitantes e compreende 20 bairros localizados nas regiões norte e nordeste da cidade.

A construção da ETE-MANDEMBO foi iniciada na década de 90. A atual administração num esforço conjunto com o SAAEB retomou as obras em 2001, promovendo a adequação do projeto original e a elaboração das Avaliações de Impacto Ambiental, dando inicio ao processo de licenciamento junto a Secretaria do Meio Ambiente. Em novembro de 2002 foi emitida a Licença de instalação e as obras foram concluídas. Além das adequações do projeto inicial, foram construídos 2 km de emissários para que o esgoto pudesse chegar até a estação de tratamento. O sistema Mandembo conta com uma estação elevatória. O desempenho do tratamento de esgotos será monitorado pelo SAAEB e pela CETESB. Os esgotos tratados serão lançados no Córrego Mandembo obedecendo aos padrões de qualidade exigidos por lei.

A estação representa um grande avanço na melhoria da qualidade de vida da população de Bebedouro e de toda região, pois alem de recuperar a qualidade dos recursos hídricos terá um forte impacto sobre a saúde da população. Com o tratamento dos esgotos sanitários serão evitadas muitas doenças causadas pela poluição das águas, o que refletirá na diminuição de gastos com a saúde. No contexto da Bacia Hidrográfica do Baixo Pardo/Grande, cuja carga poluidora proveniente de esgotos domésticos está estimada em 10tDBO/dia, a estação contribuirá para redução de 10% deste total, trazendo benefícios para a região.